Escreverei meu caso lá no final.Revista Nova
A armadilha de se sentir uma excluída social
Se na sua cabeça a vida só vai ficar boa de verdade quando conseguir colocar silicone, fazer aquele comentado tratamento anticelulite, exibir um iPhone ou BlackBerry ou desfilar de vestido novo em cada festa, cuidado. Talvez seja vítima de uma armadilha dos tempos modernos: o medo da exclusão social.

Cena 1: Você passa no shopping e bate o olho numa bolsa ma-ra-vi-lho-sa. "Com uma dessas, ficaria muito mais chique. E os outros até me olhariam de forma diferente. Minha vida poderia mesmo mudar", pensa. Problema: custa uma pequena fortuna. Sentindo-se a última das criaturas por não poder nem pensar em sacar o cartão de crédito da carteira, vai embora deprimida.
Cena 2: Você está vendo tevê, mais precisamente uma cena da novela com atrizes lindas, quando chega à conclusão de que precisa investir numa cirurgia plástica. Quer colocar alguns mililitros de silicone nos seios e ainda arrematar o pacote completo de tratamentos de uma clínica de estética badalada. Só assim será possível, finalmente, ser mais realizada e querida.
Qual mulher não se identifica com uma das situações acima? Ou, talvez, com as duas? Qualquer uma de nós pode se sentir um peixe fora d’água por não preencher esse ou aquele quesito da vida perfeita, ditada pela realidade atual. Mais pobre, mais feia, mais gorda que todo o resto da humanidade... "Hoje, vivemos imersos num mundo de imagens", explica a filósofa e terapeuta Regina Favre, coordenadora do Laboratório do Processo Formativo, em São Paulo. Ou seja, somos bombardeadas com cenas de sucesso e de felicidade. Então, registramos de alguma forma que, para não acabar excluídas socialmente, precisamos ser magras, mas com um bom recheio no sutiã. Também antenadas e donas do celular e laptop de último tipo. Com uma profusão de amigos no Orkut, além de um visual que impressione dos pés à cabeça - namorado e carro idem. Precisamos ir aos barzinhos mais badalados e à academia mais bem frequentada, viajar para os destinos considerados da moda, ser seguidas pelo Twitter... Enfim, a lista de "obrigações" é enooorme e não para de crescer. Pior: fica praticamente impossível cumpri-la. Pronto, é assim que caímos nessa armadilha dos tempos modernos.
Tem cilada por trás da aparência
Tanta cobrança por parecer mais rica, mais descolada, mais bonita vira um tiro na autoestima. Em primeiro lugar, impede que você se aceite tal como é. Segundo? Passa a se sentir inadequada e até evita conviver com quem derruba seu ibope, deixando de ir à festa da amiga por não ter um carro bacana como os outros convidados. Ou não vai à praia por vergonha do bumbum 10 centímetros mais rechonchudo que o das gatinhas da areia. Resultado: pode amargar uma triste solidão. O fantasma da exclusão social faz ainda com que morra de medo de fracassar, envelhecer, não ser deslumbrante o bastante. Enfim, não ser capaz de estar sempre em alta na bolsa dos relacionamentos. "Se você não tiver estrutura para se defender, pode se tornar vítima desse bombardeio contínuo e acelerado", afirma Regina. E sofrerá com isso.
No filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, a personagem-título faz malabarismos com seus 12 cartões de crédito para levar o que vê pela frente. Como a própria diz, quando se enche de sacolas, "o mundo fica melhor". Ledo engano. "Assim que conquista o produto que parecia que a salvaria, aquilo não proporciona mais prazer e alívio, e ela fica ansiosa novamente. Aí parte para a oferta seguinte", alerta Regina. De fato, o mundo de Becky não demora a cair. Ela afunda numa dívida.
A compulsão por compras, que no filme ganha contornos engraçados e final feliz, é uma das perturbações que aparecem em quem não tem estrutura para aguentar tantas exigências. "Há chances de desenvolver distúrbios de ansiedade, como síndrome do pânico e transtornos alimentares. Em casos extremos, a vítima pode ter depressão ou até passar a abusar de álcool ou de drogas, segundo Regina, o que exige ajuda profissional.
Como se blindar contra a pressão
Realmente não dá para fingir que não existe um mundo de regras sociais a ser cumpridas. Por isso, a estratégia é conviver com elas de cabeça feita. Como faz a baiana Ludmilla de Moraes, 23 anos. A estagiária de serviço social se sentia mal por vestir manequim 42, enquanto todas à sua volta usavam 38. "Como sou alto-astral, nunca deixei que essa diferença me impedisse de curtir festas e amigos. Mas me incomodava ser ‘a gordinha gente boa’." Ela garante que nunca enlouqueceu atrás de lipo, spa, chás e shakes emagrecedores, livros de dietas infalíveis ou qualquer solução mágica. Em vez disso, aprendeu a se valorizar. "Hoje uso 44 e é lógico que gostaria de voltar ao meu 42. Ainda assim, gosto de mim do jeito que sou: gordinha, fofinha, fortinha, como queiram chamar. Não tento me enquadrar em padrões impostos."
Se você também se sente angustiada ou frustrada por não se achar tão bonita e não ter todas as coisas bacanas nem uma porção de amigos virtuais, pode tentar algumas medidas. Regina recomenda conversar consigo mesma. "E até anotar o que sonhou e comeu, aonde foi, o que comprou. Então, no fim do dia, pode olhar sua lista e refletir." Assim, entende melhor o que motiva cada uma de suas ações e toma as rédeas da própria vida. "A saída é o autoconhecimento", concorda a psicoterapeuta Carmen Cerqueira César, de São Paulo. "É preciso ver dentro de si o que tem de bom em vez de buscar desesperadamente satisfações externas." Além disso, Carmen aconselha manter vigília sobre os impulsos. Quer dizer, antes de marcar uma lipo ou se martirizar por não poder comprar aquele vestido caro, se perguntar: "Eu realmente quero isso?" Parece simples, mas funciona. "Com o tempo, você aprende a diferença entre objeto de consumo e objeto de desejo", diz Carmen. Descobre se ter a bolsa da vitrine é só um meio de agradar aos outros, para se sentir incluída, ou, de fato, um desejo seu. No segundo caso, até vale cogitar parcelar em dez vezes, por que não?
Elas já se sentiram assim
"Entrei em parafuso"
Paula Tobu, 22 anos, estudante de relações públicas, São Paulo, SP
"Já me considerei a mais feia e menos desejável do planeta! Tudo porque, aos 21 anos, engravidei. Antes, era modelo fotográfico e de eventos. Vivia na academia e fazia tudo pela beleza: de peelings a bronzeamento artificial. Tinha até colocado silicone aos 17 anos. Quando saí da maternidade, me olhei no espelho e quase enfartei. Meu cabelo estava um horror. Minha barriga parecia ainda de grávida! Um mês depois, provei uma calça 36, e só entrei na 42! Até chorei. Meu filho tinha só 1 mês quando comprei um pacote numa clínica estética com tudo quanto é tratamento. Estava neurótica. Aí vi que não conseguiria resultados mágicos e diminuí a frequência. Ao mesmo tempo, caiu a ficha de que estava dando mais atenção à estética que ao filho. Depois, não poderia fazer o tempo voltar para viver os momentos que estava perdendo. Hoje, o Pedro tem 1 ano e eu peso 49 quilos. Mesmo sem barriga chapada, me aceito como sou. Gosto de me cuidar, mas sem pânico. A maternidade me fez amadurecer. Precisei engravidar para entender que tem coisas mais importantes."
"Deixei de viver"
Edna Vieira, 35 anos, analista de suporte, Joinville, SC
"A sociedade nos cobra e a gente acaba se cobrando também. Então, põe na cabeça que tem de ser moderna, antenada, independente, com corpão e guarda-roupa renovado. Mas não é fácil. Isso tudo tem um custo, e ele é alto. Já deixei de sair com amigos por não ter a roupa mais fashion. Ou porque meu cabelo acordou revoltado. Ou ainda por me achar gorda. Até que uma amiga fez o alerta: ‘Você está deixando sua vida passar’. Repetiu mais de uma vez, porque me convidava para sair e eu arrumava desculpas como ‘Estou cansada’, ‘Preciso dormir’. Mesmo com a autoestima lá embaixo, não concordei. Depois, fui percebendo que tinha razão. Há uns dois anos, em vez de me trancar e ficar curtindo deprê, comecei a fazer as coisas do meu modo. Se desejar mesmo conhecer o restaurante novo sobre o qual todo mundo está falando, vou e não peço prato caro. Ao bar do momento? Combino com as amigas e rachamos a gasolina e a conta. E, se for preciso repetir a mesma roupa em outra balada, repito. Não vou deixar de curtir a vida por causa desse detalhe."
Escrevendo (eu):
Para começar, não tenho pretensões em possuir nenhuma bolsa que custe "uma pequena fortuna" e nem muito menos possui mais cartões de crédito.
(Detalhe: Estou com meu nome sujo, devendo à banco, cartões de crédito e etc.)
Nunca quis colocar silicone!
Gosto dos meus seio assim como estão.
A idade vem e eles caem mesmo. É com todas que isso acontece.
Eu pelo menos amamentei e acho que isso contribuiu para que não caíssem tanto.
Pretendo sim, na rede do SUS, fazer um "reparo" na cicatriz de três cirurgia de cesária que fiz, a 1ª em maio de 1980, a 2ª em Março de 1982 e a última em Julho de 1983. Só isso! Mas tentarei quando puder e minhas condições de saúdes assim permitirem, fazê-la no HC da FMUSP.
Ah, mas isso não é o caso, agora.
Quero escrever aqui sofre a minha DESISTÊNCIA DA TENTATIVA DE ME PREPARAR DIGNAMENTE PARA O INGRESSO EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA.
Prestem atenção, por favor!
Me inscrevi em um Cursinho Pré Vestibular, o já tão conhecido CURSINHO HENFIL (ponto.org ponto.br)
OBS) "ORG": Organização Não Governamental.
E que, segundo eles de lá do "Henfil", é sem fins lucrativos, que o pequeno valor que se pagar é apenas para cobrir o material: apostilas, 13 DVD's e uma revistas lá.
Só que na prática a verdade é bem outra! Se você precisa de uma determinada apostila e a sua mensalidade ainda nem venceu, no decorrer do curso, você fica sem e o pior, é avisada na frente de todos na secretaria, não importando o número de pessoas presente que você está devendo e por isso não pode retirar o material.
No meu caso, eu estava, que fique claro aqui, eu estava, estudando no Henfil, Unidade Paulista, que, obviamente fica na Av. Paulista, São Paulo, Capital.
Comecei estudado apenas aos sábados, um horário que ia de 13:00h às 20:00h, quando não havia aula pela manhã de inglês e Redação ou do ENEM.
Depois fui para o noturno semanal, pois só um dia estava pouco para mim.
Caí de cama várias vezes, sendo entre duas ou três vezes sendo hospitalizada (claro que em hospitais públicos, pois já se vai longe o tempo em que tinha plano de saúde).
Quando melhorei, chegaram as férias de Julho.
No reinício do curso, vi que não ia conseguir pagar as mensalidades do curso semanal, voltei para o sábado, porque este último é menos da metade do valor do semanal.
Faltei mais de 80% das aulas, sinceramente.
Sempre por, ou não ter dinheiro das passagens, ou estar debilitada, aí quando consegui meu passe livre para portador de doenças cronicas (no meu caso, o Lúpus e o Transtorno Bipolar Emotivo Leve), não ia pois não havia comido nada o dia todo e não iria comer, pois não tinha nada em casa para levar e nem muito menos dinheiro para comprar lanche lá ou nas proximidades.
Enfim, não deu para mim mesmo!
Pedi inúmeras vezes uma bolsa, um desconto, contei minha história até a "Presidente de Honra" do Cursinho Henfil. Qual nada! Nem um "nãozinho" que fosse, simplesmente este fez e outro fizeram que não receberam pedidos algum.
Cheguei a me oferecer para trabalhar lá, pois me sentiria útil, voltaria a trabalhar, mesmo que fosse apenas para pagar o curso e uma pequena ajuda de custo, para um lanche, enfim!
Nossa, com certeza isso iria se um "incentivão" (incentivo mais do que enorme) na minha alma e sei que quando a cabeça está legal, o corpo acompanha.
Mas também sofri "chacotas" por parte de um, dois professores... Um deles parou quando viu que comigo não dava para "certas brincadeiras", com o tempo, o outro também parou.
Sofri um certo BULLING por parte de alguns alunos e até de uns funcionários, pelo meu jeito despojado e minha maneira de ser, assim comunicativa, participativa nas aulas e super interessada em tudo que os professores ensinavam.
Amava estar lá, sentada aprendendo enquanto me divertia, pois os professores do Henfil realmente têm um Didática muito diferenciada, dão aulas como se estivessem uma peça teatral de "Comédia Em Pé", tipo estas "Terças Insanas", entendem?
Mas, vejam bem, brincando, eles ensinam muito e sem que a gente perceba, já absorveu tudinho e se sente como se já tivesse nascido conhecedor da matéria.No meu casa, foi maravilhoso, pois fazia mais de 20 anos que tinha parado de estudar, quando concluí um curso de formação de professores de ensino fundamental...
Como eu amava estudar!
Este ano, perdi.
Recomeço ano que vem.
Tenho fé de que irei conseguir entrar para uma Federal!
No próximo dia 8 de Novembro, estarei prestando concurso na FESPSP (Fundação Escola de Sociologia Política de São Paulo). Idéia do meu marido (companheiro- não gosto de chamá-lo "marido").
Ele me inscreveu, pagou os R$20,00 de inscrição para o exame....
Agora estou tentando um acordo junto ao Cursinho Henfil que nem 80% do devo eu estudei.
Eles poderiam ter me dado um emprego! Sou hápta para os trabalhos que tem lá e/ou me darem uma bolsa.
Mas não!
Agora, digo, "indagorinha", estava lendo num blog deles: http://www.blog.novoenem.org.br/ o Sr. Mateus Prado fazendo suas críticas às plataformas de governos dos então candidatos à Presidência da República sobre verba para o ensino público...
Não tenho tempo a perder com estes caras-de-pau não.
EU NÃO!
Vou por aqui, na internet, pesquisando aqui e acolá, achando um monte de gente boa que na maioria das vezes, até anônimamente, disponibilizam rico material de estudo, seja para baixar, para assistir no You Tube ou em seus blogs e sites abertos para quem quiser aprender.
É isso aí!

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